sábado, 21 de julho de 2012

Jorge e Mateus - Vestígios
 
Eu não sei se um coração pode aguentar tanta dor
Quando perde um amor
Quando o sol já não brilha mais em seu olhar


Eu não sei se um coração pode aguentar tanta dor
Quando perde um amor
Quando o sol já não brilha mais em seu olhar


Se ainda dói é porque não consigo te esquecer
E o vento só me trás vestígios que lembram você

Eu vou curar essa dor e encontrar um novo amor
Em um caminho sem rumo vou levando a vida


Sem mais.
Pois é, as férias se foram. Não sairam exatamente como eu esperava, mas foi muito bom passar duas semanas longe da faculdade.
***
Então, eu fiz uma viagem rápida no último final de semana que tinha livre. Conheci duas cidades pequenas de Minas Gerais. Uma é Pirapora e outra Buritizeiro. Elas ficam frente a frente e são separadas pelo rio São Francisco (ao fundo da foto).

Gente, que lugar gostoso. Lá está crescendo e já tem muitos turistas. Como uma ótima turista que sou, não pude deixar de querer usar tudo que estava disponível... Isso explica o chapéu! Sem contar a bolsa, os enfeites, aquelas lembrancinhas da cidade e blá blá blá... Já tenho coleção de coisas de todo tipo de cidade.

Eu escrevi uma carta a um amigo meu contando um pouco da viagem. Bom, ele disse que gostou muito, então vou colar aqui uma parte.

"[...] Certa vez, que voltávamos do cinema, você me leu um poema que falava sobre a natureza. Eu fiquei ali ouvindo e imaginando os detalhes que você descrevia. Imaginei os rios correndo pelas matas, grandes árvores, pássaros, o silêncio e a paz que a natureza trás. Não passava de uma imaginação simples. Imaginação de alguém que não tinha o contato com esse meio e que não fazia ideia do quanto esses locais podem significar na vida de alguém.
Esse final de semana tive uma experiência incrível, que muito me fez lembrar você. Quando cheguei à cidade e pude observar, mesmo na escuridão da noite, aquele grande rio chamado São Francisco, consegui entender um pouco do que você descrevia naquele poema. Estive lá, frente a frente com um rio que muitas vezes fui obrigada a estudar sua origem, seu curso, sua importância para o Brasil. Arrependo-me por não ter dado devida importância a ele quando o estudei. Grande rio, querido “Velho Chico”. Lá em meio ao estado de Minas Gerais, sendo tão importante para duas cidades pequenas, chamadas Pirapora e Buritizeiro. O velho Chico é tão famoso para aquele local, quanto o Roberto Carlos é para o Brasil. Êta velho Chico.
Vi e ouvi as águas correndo, sem muita pressa. Cheias de determinação buscando seu destino final. Não importa o que tem pela frente, ele vai embora sem olhar para trás. Êta, velho Chico.
Pude apreciar as águas geladas em contato com a minha pele. Sua força me espantaria, senão estivesse tão maravilhada com aquele lugar. Depois o parceiro fiel das águas geladas, o Sol, me aqueceu, fazendo evaporar as águas do velho Chico. Agora carrego algumas marcas deixadas pelo poder do Sol sobre a minha pele, as quais, eu acho um tanto quanto charmosas. Êta, velho Chico.
Minha viagem foi mais do que um passeio, que uma observação ou um divertimento. Foi um grande aprendizado. Eu vivenciei coisas que aprendi com você, quando me fala sobre a aldeia; coisas que aprendi em livros, quando estudei; coisas da literatura também. Sabia que lá em Pirapora foi filmado uma parte do filme Grande Sertão Veredas, do livro de Guimarães Rosa? Aqui vai uma frase desse livro, que eu gostei muito.
“Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é." 
[...]"

Pois ai está um pedaço pequenino da minha carta. Está foi uma das melhores maneiras que achei para descrever um pouco da minha viagem. Resumindo, foi muito bom. Espero voltar lá um dia. Quem sabe passar uma lua de mel por lá... É um lugar simples, mas tem pousadas lindas e lugares calmos! Nada melhor para passar um tempinho juntinho de quem se ama. Fica a dica para quem quiser conhecer. Ah, mas se você não gosta de mato, natureza, rio e sol, não perca seu tempo indo até lá. Avisei! haha
Sem mais.

terça-feira, 3 de julho de 2012

De Janeiro A Janeiro - Nando Reis

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar


Sim, a sessão de músicas acabou de verdade. O fato é que nessa minha falta do que fazer, andei ouvindo músicas aleatórias e ouvi essa. Achei simplesmente linda! [...]

Mas que diferença faz oferecer o mundo a quem não quer nem um oi seu? Nenhuma diferença... Nenhuma!!!
Sem mais.
Charlie Brown