Quantos meses...
Pois é, após muitos meses voltei ao blogger para contar um pouco do que aconteceu nesse tempo em que estive afastada.
Bom, o mundo inteiro está uma loucura. Essa tal gripe suína chegou com tudo e prometendo muitos estragos ai pela frente... Como se os já causados não fossem grande coisa. Só que essa loucura mundana me trouxe um benefício... Quase um mês todinho de férias!!! Passei mais tempo com minha família, fiz passeios com a mamãe, fiquei horas na net procurando por filmes (e não atrás de pesquisas malditas, as quais alguns professores não se dão o trabalho de ler com interesse), dormi de madrugada, acordei para o almoço, ganhei muitos presentes (e um muito especial! xD), aprendi a dirigir (coisa que deveria ter feito a muito tempo), passei apuros também vendo o meu amor dirigir (foram momentos de agonia! o.O Com tudo respeito meu amorzinho! =D haha), recuperei todas minhas músicas de um antigo HD (cheguei a conclusão de que 2 anos atrás eu era mil vezes mais forrozeira do que agora)... Foram tantas coisas em quatro semanas (duas de férias, uma por minha conta e outro por conta da suíninha).
Só que não estou aqui pra escrever sobre gripe, férias e essas coisas. Vim escrever sobre meu primeiro semestre em Enfermagem. São tantas coisas a contar, explicar... Ah, nem sei por onde posso começar (até rimou!).
Well, primeiro dia de aula lá estava eu acompanhada de minha mãe. Cheguei ao local indicado no Extrato de Matrícula às 7h em ponto. A primeira aula seria às 8h15 e conforme passavam os minutos chegavam muitas pessoas. A maioria já se conhecia de outros carnavais e eu ali deslocada, um ser a parte. Nasci naquela cidade, mas não conhecia ninguém. Era eu e eu mesma tendo que me virar se não fosse minha mãe junto. Muitas horas passaram até que vi uma movimentação diferente. Eram nossos veteranos. Já tinha um grupinho de calouros (até em tão com dignidade aos olhos de quem não os conheciam! xP) e os veteranos surgiram com canetinhas coloridas querendo escrever no rosto de todos que estavam lá. Teve até um que gritou: Trote na mãe da caloura também! Bom, minha mãe é bem descontraída e totalmente festeira, mas antes mesmo que pudessem levantar o braço para fazer uso daquela caneta minha deu um pequeno grito: Nãooooo! Ela se safou dessa... Bem entregue as maldades do momento tivemos que entrar em sala. Sem a presença do(a) professor(a) [maldito(a)] que deveria estar lá os vets fizeram todos os calouros (isso inclui eu) subirem sobre a mesa para dizer o nome, idade, cidade de onde veio, se tinha namorado(a), por que escolheu fazer enfermagem e se bebia. Acho que a última pergunta era a que mais interessava a eles. Eu sempre falei baixo e morria de vergonha de falar para várias pessoas me olhando. Bom, naquele dia não tive outro solução. Subi na mesa e comecei a falar. Ainda me lembro do rosto do sujeitinho sem graça que me chamou a atenção por falar baixo. Queria socar ele, pena que não deu! O susto maior tinha passado. Ah, como pude esquecer. Subiu sobre a mesa uma moça. Era morena, baixinha, sorridente e muito falante. Então ela falou o nome: Roseli ou Rose pra galera. Tem 32 anos (se me lembro bem) e é casada... só que não parou por ai. Ela complementou com: Mas aqui eu não sou casada!!! Então não sei por qual motivo ouvi um grito de toooodos os machos da sala. Um fato inesquecível para mim. Ainda hoje brinco com ela sobre isso. Sim, nos tornamos conhecidas e logo depois amigas. A Rose é uma mulher incrível. Divertida a todas as horas, esquecida (pergunta a mesma coisa muitas vezes) e talvez um pouco afobada... Se bem que naquela sala inteira a mais tranqüila deve ser eu. Há quem até fale mal de mim por isso, mas se me importasse... Já tinha morrido! Mas olha eu atropelando os assuntos.
Então depois de todos subirem sobre a mesa uma professora (super vaca! Opa, vaca não. Isso não é mais um chingamento depois dessa merda de novela das Índias...) chegou à sala. Tinha um rostinho de “sou uma bruxa”... É, o rosto dela não mentia! Falou, falou, falou, falou por duas aulas. Enquanto isso os vets espertos cancelaram as outras “aulas” e convenceram todos a ir ao Amarelinho. Ah sim, que diachos é Amarelinho? É um bar! O problema não foi a idéia de eles irem até o bar, mas sim o tempo. Os céus resolveram ajudar o trote e desabou água. Nunca vi chuva pior. Meu sapatinho rosinha metálico ficou cheio de água. Uma tropa de calouros com tinta azul no rosto se deslocou pelo campus. Aquele dia foi divertido. Só que era apenas o primeiro dia. No segundo dia surgiram idéias e mais idéias... Sei que na semana seguinte eu me vi com um vestido ao avesso. Porque o vestido era o que ficava “menos pior” (tenho licença poética para isso! ;P) ao avesso. Além de andar com as roupas ao avesso também tivemos que carregar uma luva de procedimentos cheia de água por uma semana. Se furasse tinha que pagar 5 reais. Passou essa semana e quando eu e Carol decidimos estourar nossas luvinhas... Cadê que estourava a minha? Amassei, amassei... Carol pisou, pulou, sapateou e nada. Uma hora ela resolveu estourar. Epa! Introduzi a Carol nessa história sem apresentá-la. Desculpe-me!
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Falando sobre a Carol
Quem é? De onde veio? Como veio até mim? Para que serve? Se é que serve! Hahahaha Brincadeirinhaaaa! xD Carol é uma menina muito alegre, falante, tímida, mas é também mimada, louca, desprovida de medos e um pouco preguiçosa. Veio de um lugar muito distante... Ela precisa pegar um ônibus que demora quase uma hora pra chegar ao cetro. Às vezes chego a pensar que ela veio de outro planeta e sinto que um dia isso deixará de ser só um pensamento. Ela já tem dado demonstrações de que não pertence a Terra. Tem uma linguagem que difere da nossa. Fala coisas do tipo: “fazer uma boquinha”, “tirar uma pestana”, “eu tenho dedo na mão” (eu não quis dizer nada, mas isso não era novidade a ninguém, não é mesmo? Mas aprendi com a Rose que não se deve contrariar!), “se ninguém viu, ninguém lembra” (bom, e se alguém me contou? Não posso lembrar?)... Pensei bastante (coisa que não sou acostumada a fazer) e cheguei à conclusão de que toda essa transformação dela em ET se deve a uma febre que ela teve um mês antes das férias mais/menos. Creio que a alta temperatura em seu organismo tenha causado uma desnaturação em algum componente importante do cérebro desta (((moça))) [isso dá sensação de movimento ou tremor a palavra? Bom, era pra dar... Piada interna!!! xD]. A Carol entrou em minha vida por acidente. Mentira! No primeiro dia de aula eu observei um ser loiro dos olhos azuis lá do outro lado da sala. Era quietinha, não falava com ninguém quase (tá, eu não conhecia ainda!!!). Passou aquela semana e eu mal fui a aula (para variar um pouco...) e logo veio o carnaval. No orkut começaram os ADD’s para lá e para cá. Estava vendo a comunidade da nossa turma e resolvi add quem eu já tinha falado. Foi quando encontrei a tal menina quietinha. Add ela e nem falei nada. Uns dias depois pude ver que ela havia me aceitado e deixado um recado agradecendo e tudo mais. Então falei a ela a impressão que tive. Logo ela perguntou minha turma na primeira aula de segunda e então descobrimos que era o mesmo horário da minha. Na segunda ela chegou depois de mim na sala e sentou a minha frente. Trocamos sorrisos e ela sentou-se. Aquela aula ela passou completamente virada para frente e em silêncio. Na saída falei com ela. Perguntei se almoçaria no R.U. Ela disse que sim e então seguimos o caminho juntas. Então pude perceber que aquela menina quietinha não parava de falar um só segundo. Ainda que fosse falando coisas boas, estava bom. Mas não, ela só reclamava. Minha primeira vez no R.U. Ela já havia passado por lá antes então disfarçadamente copiei alguns atos dela e sentamos. Tinha gelatina de sobremesa, mas não tínhamos pegado uma colher. Saímos do R.U. com a gelatina e nos perguntando como comeríamos aquilo. Papo vai e reclamação vem... resolvemos sentar perto do nosso bloco logo embaixo de uma árvore. Eu tentei comer a gelatina, mas acabei me melecando toda e ela também. Puxei conversa e ela respondia secamente com a atenção voltada à outra coisa que só fui descobrir muitos dias depois. Pensei que ela não havia gostado de mim e cheguei a planejar não conversar mais com ela. Acontece que os dias foram passando e nossa amizade foi crescendo. Conversávamos por horas durante o dia e na volta pra casa ainda tínhamos assunto para mais umas 5 horas. Começamos a sair, almoçar, passear, aprontar, estudar... tudo juntas. Hoje em dia tem gente na sala que acha que moramos juntas. E olha que ela mora praticamente fora da cidade e eu num buraco. Já falei para que ela serve? Bom, acho que serve para me fazer companhia quando não tem ninguém melhor. Huauhahuahahu Mentira, mentira, mentira!!! Ela serve para alegrar os meus dias quando acordo triste, para contar coisas engraçadas, para eu admira-la, para ... Ah, sei lá! Só sei que não vivo mais sem. E essa é a Carol. Minha amiga Carol! =D
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Depois de estourar nossas luvas e todos os trotes que passamos como usar máscaras o dia todo, a cervejada (ainda bem que não fui! xD) e nem me lembro mais o que teve tanto. A partir dessas primeiras semanas de aula surgiram as grandes amizades. A turma é completamente dividida em pequenos grupos. Uns já brigaram, outros aumentaram, diminuíram, acabaram, misturaram-se... Sei lá! Acho que somos todos malucos. Bom, nesse meio todo surgiu um grupo de 4 pessoas. Uma junção de personalidades totalmente diferentes. E é por isso que vingou!!! Sem brigas, sem rancor, sem malandragem... só alegria! Eu, Carol, Fé e Rose. O mundo treeeeme quando resolvemos conversar. Saí de tudo. Histórias, experiências, zuações, loucuras, putarias... Tudo imaginável! Parceiras de sinuca no amarelinho com as duplas: Eu e Fê x Carol e Rose. Não é querer se achar não, mas eu e a Fê quase sempre ganhamos. Não por mim é claro, mas pela Fê! Huahuahuahua Só que eu sou a única que consegue jogar com a mão esquerda também!!!! Há há háááá xDDD
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Considerações finais
Nessas férias aprendi passos novos de Zouk com o meu irmão, a costurar na máquina, a dirigir mais teoricamente do que na prática... haha Aprendi a não ficar calada quando sinto raiva, a enfrentar as pessoas quando merecem, a amar mais o meu noivo (porque essa saudade nos mata!!!), a sentir saudade de amigos, colegas, conhecidos, desconhecidos... hahaha Porque a gente se acostuma a ver sempre as mesmas pessoas. Bom, não teve nada melhor que passar esse tempo com a minha mãe depois de tantos meses longe. E sexta estou indo embora, adeus Brasília! =D É, alguma sexta vai dar certo de eu ir embora, porque toda quinta eu abro o site da UEPG e lá está um aviso “As aulas foram prorrogadas para o dia tal... blá blá blá blá blá”. Está difícil ir embora, hein?! Ainda penso que deveriam deixar as aulas para o ano que vem. Seria melhor do que sair de uma prova no final desse semestre desejando Feliz Natal e comemorar a entrada no 2º ano (ou não) junto com o Ano Novo. Isso não será legal... não mesmo!
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Oh, faz alguns dias que eu comecei a escrever esse post e parei por uma semana. Então tenho novidades já. Mais coisas para acrescentar na lista de “Coisas que fiz nas férias”. Então, eu estou indo para o meu 3 livro só nesse mês. Não é espantoso? Claro que sim. Nunca fui muito fã de leitura. Já li “A Cabana” (Não gostei muito do final), “Crepúsculo” (Adorei o livro, mas o filme é uma porcaria. Bagunçaram a ordem de algumas coisas, inventaram, cortaram... sei lá! Ficou ruim!!!) e agora estou no “Lua Nova”. Dizem melhor que o Crepúsculo. Veremos... =] Só que já me decidi, não verei o filme deste. Sem mais decepções, por favor! Haha A propósito, o Edward não é tão bonito assim quanto dizem, mas suas “atitudes” que o torna um “homem” desejável. E comooooo!!! Huahua Creio que agora não tenho mais nada a dizer. Postarei novamente assim que houver alguma novidade.
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Uma música: Kenedy - Cours Toujours.
Gênero: Zouk.
Volume: Máximo.
Sensações: Conforto e vontade de dançar.
Sem mais.