segunda-feira, 1 de outubro de 2012



Nessa vida eu já omiti muita coisa. Omiti por medo da reação das pessoas ao saber, por vergonha, por desespero, por ser alguma coisa errada que eu tenha feito, por não querer que mais ninguém no mundo soubesse e por inúmeras razões. Mas quer saber? Em toda minha vida, jamais menti iludindo alguém. Eu não gosto de mentiras. Não interessa se você mentiu sua idade, seu nome, quantas pessoas você já beijou, quantas vezes fez uma besteira... Não interessa se você mentiu que chegou as 10h, quando na verdade chegou as 10h30. Mentira é mentira! Não existe pecadinho, pecado e pecadão. Pecado é pecado. Mentira é mentira. Mentira é pecado. Então, não tenham medo de machucar com a verdade. Se a verdade existe, você foi capaz de fazê-la uma verdade. Sendo assim, seja capaz de sustenta-la!

Não digo que omitir é certo. Não, não é. Só que omissão não é e jamais vai ser uma mentira. Não enganei ninguém. Sempre fui muito sensível e quem me conhece sabe que não sei esconder muita coisa. Minhas palavras, meu olhar, minhas atitudes me denunciam. Só não vê, quem não é capaz.

Essa sensibilidade sempre me prejudicou. Tenho medo de magoar, apesar de não parecer. Tenho muito medo de ser julgada, quando na verdade parece não sei aceitar nenhuma crítica. Tudo sempre foi medo. Atrás de cada grosseria minha, sempre teve uma dor no peito, um arrependimento enrroscado na garganta, uma lágrima pronta pra cair. Existiram diversas frases não ditas, diversas palavras apagadas. Tudo porque um dia pensei "Qual é o valor de voltar atrás em palavras e atitudes?". Existe um valor. Não pensem como eu. Arrependa-se. Porém, não cometa mais o mesmo erro!

Medos, para que servem? Para nada.
Sem mais.
Charlie Brown