"Um erro que não se apaga apertando uma tecla; folhas que se perdem!"
Máquinas de Escrever. Sempre desejei ter uma (e um dia terei). Charmosas, rústicas, trabalhosas, mas verdadeiras. Em um documento no Word jamais poderiamos saber quantas vezes erramos e apagamos para escrever novamente. Na Máquina de Escrever isso não existia. Errou... errou! Troca a folha e digita tudo de novo... haha Que charme!
Quando era criança tive a oportunidade de brincar em uma dessas na sessão do meu pai. Apertei todas as teclinhas até ver aquele negócio que move a folha chegar até o final só pra eu poder empurrar de novo! Ah, que emoção. Eu tive acesso a um artigo de museu! Fico feliz em ter esses momentos para lembrar.
Seguindo, após o Arcadismo, entramos agora no Romantismo. Três gerações nessa escola literária. Todas interessantes! Nos anos de 1800 a Máquina de Escrever já era muito utilizada, época na qual já se encaminhavam os poemas e textos do Romantismo. Dentre os escritores brasileiros dessa escola literária temos o Joaquim Manuel de Macedo. Romancista conhecido por escrever 'A Moreninha'.
"[...] Pois bem, parece que a tal tentação anda fazendo peloticas no peito da nossa cara menina; também não há moléstia de mais fácil diagnóstico. Uma mocinha que não tem cuidados, com quem a mamãe não é impertinente, que não sabe dizer onde lhe dói, que não quer que se chame médico, que suspira sem ter flatos, que não vê o que olha, que acha todo o guisado mal temperado, é porque já ama; portanto, D. Carolina ama, mas... a quem?! [...]"
"[...] Pois bem, parece que a tal tentação anda fazendo peloticas no peito da nossa cara menina; também não há moléstia de mais fácil diagnóstico. Uma mocinha que não tem cuidados, com quem a mamãe não é impertinente, que não sabe dizer onde lhe dói, que não quer que se chame médico, que suspira sem ter flatos, que não vê o que olha, que acha todo o guisado mal temperado, é porque já ama; portanto, D. Carolina ama, mas... a quem?! [...]"
Tive o gosto de ler esse livro a pouco tempo. Um encanto. Um linguagem tão antiga, que chega a ser elegante. Já comentei isso em post anteriores. Adorei mesmo esse livro. Me pergunto: Joaquim Manuel de Macedo pode ter escrito 'A Moreninha' por uma Máquina de Escrever? hehe Quem sabe!
Sem mais.

