quinta-feira, 1 de agosto de 2013

No início dessa semana, eu estava no ponto de ônibus e mexendo na estante de livros, achei um bem interessante.
(já perdi tanto ônibus procurando livro naquela estante! haha)
O nome do livro é ‘Poesia, crônica e conto – DEZ’ do autor Cairo de Assis Trindade. Como o próprio nome já diz, ele contém só poesias, crônicas e contos. É ótimo! Entrei no ônibus e fui lendo, lendo, lendo, lendo, que quando cheguei à faculdade já estava na metade dele.
(Já sei, você está pensando: a faculdade é longe ou o livro é muito pequeno? Opção número 1, infelizmente! hahaha)
Eu me entreguei as poesias. De fato, elas trazem algo especial que nenhum texto pode explicar. Sempre duvidei do “poder de expressão” de uma poesia, mas hoje repensei essa opinião. Com palavras rimadas é possível dizer muita coisa, sem ter escrito quase nada. Duas ou três estrofes dariam uma dissertação de umas 10 linhas? Talvez.
Saudade – Pedro Lage
“Infinitamente só
Incessantemente sem
Incuravelmente seu”

Três frases. Conseguem sentir o quanto essas palavras demonstram? O tamanho do sentimento. A saudade é tão grande. Ele está tão sozinho e sem ninguém por tanto tempo, porque ama muito ela. Alguém para quem ele entregou completamente o coração e se sente totalmente preso, de tal maneira que ele pertence a ela!

Acredito que o uso das palavras com a terminação ‘mente’, foram usadas justamente para dar essa noção de profundidade do sentimento da saudade. Como quando se quer usar a palavra dando ênfase no seu significado. Como no caso da palavra ‘irrevogável’. Já leram a frase “irrevogavelmente apaixonada por ele”? (jááá sim que eu seeeiii, seus fãs de Crepúsculo! hahaha) Não parece ser algo que jamais pode ser mudado? Não é possível que só eu tenha essa impressão! Para mim é tudo o poder do sufixo ‘mente’.

Mas enfim, não era nada disso que eu vim escrever aqui! Só que também já não sei mais o que era, então... sei lá, eu vou estudar que é melhor!
Sem mais!
Charlie Brown